Taxa de desemprego no RN permanece estável com 16,4% no trimestre

Taxa de desemprego no RN permanece estável com 16,4% no trimestre

Apesar do aumento de 0,9 p.p. em relação ao trimestre anterior, a taxa é considerada estável, uma vez que esta variação está dentro da margem de confiança da pesquisa

No Rio Grande do Norte, a taxa de desocupação, ou de desemprego, permanece em situação estável,  ficando em 16,4% no trimestre de abril a junho de 2021. A taxa de desocupação, percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior (janeiro a março de 2021), bem como em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (abril a junho de 2021).

Enquanto na comparação com o primeiro trimestre do ano o Nordeste e o Brasil apresentaram quedas estatisticamente significativas, -0,4 p.p. e -0,6 p.p. respectivamente.

Enquanto a região saiu de uma taxa de desocupação de 18,6% para 18,2%, no país a média do indicador saiu de 14,7% para 14,1%.

O RN, no entanto, não apresentou redução, mas estabilidade. Apesar do aumento de 0,9 p.p. em relação ao trimestre anterior, a taxa é considerada estável, uma vez que esta variação está dentro da margem de confiança da pesquisa. Em pontos percentuais, esta é a segunda maior taxa já registrada pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), desde 2012, início da série histórica.

Em números absolutos, a PNAD Contínua estima que 238 mil potiguares estavam desocupados no último trimestre. São consideradas desocupadas as pessoas que estavam sem trabalho e que tomaram alguma providência para conseguir emprego, como entregar currículo, atender a entrevistas de emprego, inscrever-se em concurso, entre outras atitudes. Essas pessoas estavam disponíveis para assumir o posto de trabalho naquela semana caso o tivessem

encontrado, porém não obtiveram êxito.

No estado, dos 2,96 milhões de potiguares com 14 anos de idade ou mais, 1,22 milhão estão ocupados. Isso significa que o nível de ocupação no Rio Grande do Norte é de 41,2%. Este indicador é a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade laboral (14 anos ou mais). A taxa de participação na força de trabalho, que mede a proporção das pessoas ocupadas e desocupadas em relação à população em idade de trabalhar, foi de 49,2%. As mudanças no nível de ocupação e taxa de participação na força de trabalho não são estatisticamente relevantes e, por isso, permanecem estáveis.

Força de Trabalho no RN chega a 1,5 milhão de pessoas

A força de trabalho é composta por dois grupos: ocupados (empregados) e desocupados (desempregados). No segundo trimestre de 2021, havia 1,5 milhão de pessoas na força de trabalho no Rio Grande do Norte, sendo 1,22 milhão ocupados e 238 mil desocupados.
Quanto à carga horária trabalhada, os ocupados se dividem em dois subgrupos: os que trabalham um número de horas suficiente e os que trabalham menos horas do que gostariam.

Os plenamente ocupados trabalham pelo menos 40h semanais ou estão satisfeitos com sua carga horária, enquanto os subutilizados por insuficiência de horas trabalham menos de 40 horas semanais e estão disponíveis para trabalhar mais horas. No RN, 1,04 milhão estavam plenamente ocupados, enquanto cerca de 173 mil (14,2%) encontravam-se subutilizados por insuficiência de horas.

A força de trabalho potencial contém os subgrupos dos desalentados e dos indisponíveis.

De abril a junho de 2021, havia 278 mil pessoas neste contingente, sendo 196 mil desalentadas e 82 mil indisponíveis.

Desalentadas são as pessoas que não estavam trabalhando nem procuraram emprego nos últimos 30 dias, mas que declararam ter interesse e disponibilidade para trabalhar na semana em que foram entrevistadas. Os desalentados podem ter procurado emprego há mais tempo, mas desistiram de procurá-lo nos últimos 30 dias que antecederam a visita do IBGE.

Os indisponíveis são aqueles que, embora tenham declarado interesse em trabalhar, não teriam condições de assumir uma vaga na semana anterior à que foram entrevistados por motivos diversos, como: estudo, afazeres domésticos e cuidado de filhos ou dependentes.

A força de trabalho ampliada é a junção da força de trabalho com a força de trabalho potencial. É utilizada para evidenciar a subutilização da força de trabalho no mercado, na medida em que também engloba o contingente da força de trabalho potencial. Inclui, portanto, os trabalhadores plenamente ocupados (1,04 milhão), os subocupados por horas insuficientes (173 mil), os desempregados (238 mil), os desalentados (196 mil) e os indisponíveis (82 mil). No total, 1,73 milhão de potiguares faziam parte da força de trabalho ampliada.

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