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O Rio Grande do Norte registrou a maior geração de empregos do ano, no mês de julho, impulsionado pela safra do melão, expansão de supermercados e recuperação do turismo. Os segmentos de Comércio e Serviços representaram 43,3% do saldo positivo, com 1.492 das 3.438 vagas formais criadas. O Comércio abriu 759 novas vagas, sendo o melhor julho desde o início da série histórica, em 2010, enquanto Serviços somou mais 733 postos de trabalho. Os dados do Novo Caged foram divulgados na quarta-feira (27) e analisados pelo Instituto Fecomércio RN (IFC).

A recuperação de julho foi puxada por três setores principais: Agropecuária (+1.631), com destaque para a safra do melão, a expansão de redes supermercadistas (responsáveis por grande parte das novas contratações no Comércio) e a retomada do turismo, que impulsionou vagas em alojamento e alimentação. Assim, julho se apresentou como o mês de maior geração de empregos no Rio Grande do Norte esse ano. Resultado esse limitado pelo setor da Construção, que registrou saldo negativo de 419 vagas, pelo fim de obras de infraestrutura.

O IFC destaca sinais de sazonalidade, com o Agro tradicionalmente dando ritmo ao terceiro trimestre, e o varejo aglutinando férias e promoções de meio de ano com a chegada de novos investimentos, em supermercados, hipermercados e atacarejos. Porém, a análise alerta para dois riscos: a dependência das safras (que pode devolver vagas depois) e a fraqueza da Construção, que precisa da retomada dos investimentos públicos para voltar a crescer.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o que se espera é uma maior constância do que uma grande aceleração. “Mantido o cenário do agro e o calendário de eventos e turismo, o saldo estadual tende a permanecer positivo no bimestre seguinte. A velocidade da melhora, contudo, será moderada enquanto não houver retomada do setor de Construção e o crédito às famílias seguir seletivo”.

Principais Municípios

No recorte de municípios, o cenário segue a mesma tendência do estado. Há crescimento, porém, em ritmo menor do que o ano passado. O destaque fica por conta de Mossoró, que também alcançou seu melhor saldo de 2025, criando 565 vagas.

Os resultados mostram um choque de base após um 2024 muito forte, relevando a dependência local de safras e os segmentos de Óleo & Gás sujeitos à volatilidade. Porém, o município teve no Agro e no Comércio (Supermercados) suas maiores trações, uma síntese do comportamento do estado.

Já Natal, criou 655 vagas no mês (Serviços +579; Comércio +90), mas acumula queda ante o ano anterior. Ou seja, a capital volta a contratar onde a economia pulsa: serviços às famílias e turismo. Manter a curva exige crédito e uma agenda urbana (mobilidade, eventos âncora) que movimentem o mercado de trabalho.

Também puxado pelos supermercados, que abriram 308 vagas em julho, o município de Parnamirim seguiu a tendência, fechando com saldo positivo para os dois setores (+370), tendo seu melhor mês do ano.

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O Governo do Rio Grande do Norte convocou representantes dos setores produtivos do Estado para uma reunião na próxima terça-feira, a partir das 16h, com o objetivo de discutir as implicações e possíveis impactos na economia potiguar de um aumento, pelos EUA, da tarifa sobre os produtos brasileiros. O convite foi feito pelos secretários Carlos Eduardo Xavier (Fazenda) e Alan Jefferson da Silveira Pinto (Desenvolvimento Econômico). A reunião será na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), no Centro Administrativo, em Lagoa Nova, Natal. O secretário de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha, também deverá participar da reunião.

No convite, os secretários destacam que o objetivo da reunião é “definir uma estratégia conjunta diante dos impactos do aumento da tarifa”. “Diante da urgência da problemática e dos possíveis impactos econômicos da tributação americana sobre os produtos exportados pelo nosso estado, convidamos [os senhores] para uma reunião [com o intuito de] mobilizar os setores afetados e articular as melhores estratégias em prol do nosso desenvolvimento econômico”, declararam os secretários na convocação enviada aos dirigentes de federações empresariais, sindicatos e instituições que atuam nas áreas relacionadas à exportação.

Entre as instituições e entidades convidadas, estão a Fiern, a Fecomércio, a Faern, o Sebrae, a Apex Brasil, a Codern, a Intermarítima, a Brava Energia e a Coex. Também foram convidados os sindicatos dos setores industriais que exportam para os Estados Unidos ou que possuem atividades relacionadas com esse mercado.

Na quinta-feira (10), o Governo do Estado divulgou uma nota na qual ressaltou que “as implicações dos aumentos de tarifas, por parte dos Estados Unidos, para produtos importados do Brasil têm sido monitoradas com atenção pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, desde março, quando ocorreu o anúncio das primeiras elevações”. A nota informou que essa monitorização visa orientar iniciativas que mitiguem as consequências na economia do Rio Grande do Norte.

“Embora o Rio Grande do Norte possua uma pauta diversificada no comércio exterior, as exportações e importações para o mercado norte-americano têm participação expressiva. Entre janeiro e março deste ano, o RN exportou US$ 26,2 milhões para os Estados Unidos, enquanto as importações somaram US$ 9,8 milhões, resultando em um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral”, destacou a nota.

Em 2024, as exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos totalizaram US$ 67,1 milhões. Os dez principais produtos exportados nesse período incluíram produtos de origem animal impróprios para alimentação humana, caramelos e confeitos, albacoras-bandolim frescos, outros açúcares de cana, sal marinho a granel, querosenes de aviação, granitos, albacoras/atuns frescos, mangas frescas e castanha de caju fresca ou seca.

As importações, por sua vez, totalizaram US$ 76,2 milhões em 2024. Entre os produtos oriundos dos Estados Unidos, destacam-se o óleo diesel, outras gasolinas, coque de petróleo, copolímeros de etileno e alfa-olefina, trigo e misturas de trigo com centeio, copolímeros de etileno e ácido acrílico, medicamentos com compostos heterocíclicos, caldeiras aquatubulares, poli(cloreto de vinila) não misturado com outras substâncias e medicamentos contendo produtos para fins terapêuticos.

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