Seca se agrava e atinge 52% da área do RN

Seca se  agrava e atinge 52% da área do RN

O Rio Grande do Norte volta a regitrar agravamento da situação de seca provocado pela escacez de chuvas este ano. Com isso ocorre o aumento significativo da área com seca grave, que passou de 38% no mês de julho, para 52% em agosto. O percentual atingido coloca o território potiguar com a pior condição dentre os estados nordestinos. Os dados fazem parte do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgados mensalmente.  

Com esses resultados o Rio Grande do Norte alcança a maior área com seca grave, desde setembro de 2018, quando o índice chegou a 54% do território. Além disso, a condição verificada em agosto foi a mais severa no estado desde janeiro de 2019, quando 12% do RN passaram por seca extrema.  

Entre os nove estados que integram a região Nordeste, cinco estão com toda a área comprometida pela seca. Por severidade, o estado de Sergipe (31,82%) vem depois do Rio Grande do Norte no referencial de área de seca considerada grave. 

Os quatro estados que têm áreas sem seca são Alagoas (43,54%), Maranhão (30,17%), Piauí (14,89%) e Pernambuco (12,49%). 

O Monitor de Secas realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS. 

 


Monitor está em processo de expansão para outros estados 

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste com o Distrito Federal, além de Tocantins. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação. 

A metodologia, em operação desde 2014, foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno  ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região. 

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