PSDB decide se aliar a oposição contra o Governo de Jair Bolsonaro

PSDB decide se aliar a oposição contra o Governo de Jair Bolsonaro

Lideres do partido que possui 33 deputados e sete senadores se manifestaram pelo prosseguimento do impeachment

O PSDB decidiu na noite de quarta-feira (8) que passará a fazer parte da oposição ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e iniciou a abertura de discussões internas sobre um possível processo de impeachment contra o presidente da República.

As decisões foram tomadas em reunião convocada pelo presidente do partido, o ex-deputado Bruno Araújo, após as falas de Bolsonaro nos atos do dia 7 de setembro. A posição do partido ainda está um passo atrás de pré-candidatos da legenda à Presidência da República, que defenderam um processo de impedimento.

O governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto se manifestaram pelo prosseguimento do impeachment. Pelas redes sociais, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse que “está ficando claro que é um erro mantê-lo” no Palácio do Planalto.

A direção do PSDB não dá prazo para definir uma posição a respeito do impeachment. “Registramos que após o pronunciamento inaceitável do chefe do Poder Executivo, na data de ontem, iniciamos hoje o processo interno de discussão sobre a prática de crimes de responsabilidade cometidos pelo Presidente da República”, escreve a nota da legenda.

Durante os atos a favor e contra o governo, João Doria defendeu abertura de impeachment de Bolsonaro pela primeira vez. Nesta quarta-feira, Doria fez críticas ao posicionamento de Arthur Lira.

O PSDB possui 33 deputados, e sete  senadores se constituindo como a sétima maior bancada da Câmara. O PSD, empatado com o MDB como a quinta maior bancada, com 34 parlamentares, criou uma comissão para avaliar a possibilidade de defender o impedimento de Bolsonaro.

O Partido dos Trabalhadores foi explicitamente mencionado na nota do PSDB, sugere a união de “forças de centro democráticos” para derrotar não apenas Bolsonaro, mas evitar a “volta do modelo político e econômico petista também responsável pela profunda crise que enfrentamos.”

Questionado sobre aliança com  o PT, Doria se limitou a dizer que a possível aliança cabe ao presidente nacional da sigla, Bruno Araújo. Aliados de Doria consideram que, com a disputa eleitoral de 2022, há poucas chances de um diálogo bilateral entre PT e PSDB.

O governador do RS Eduardo Leite, foi categórico sobre a questão e disse que“a gravidade das manifestações de ontem (7) exige que estejamos dispostos a conversar, inobstante mantenhamos divergências programáticas profundas”.

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