PMM exclui da programação do MCJ Virtual, artistas que não apoiaram candidatura de Allyson Bezerra

PMM exclui da programação do MCJ Virtual, artistas que não apoiaram candidatura de Allyson Bezerra

Falta de transparência na escolha dos artistas do MCJV-2021 causa revolta de artistas

Por Fabiano Souza

A insatisfação e indignação da cantora Dayanne Nunes através de sua rede social, sobre a forma  totalmente obscura como a Prefeitura de Mossoró realizou a contratação dos artistas para apresentações do Mossoró Cidade Junina Virtual (MCJV-2021), é compartilhada por outros artistas como Américo Oliveira.

Dayanne Nunes apresentou toda a documentação exigida pela PMM, possui vasta experiência, e mesmo assim foi excluída do processo sem que tivesse recebido qualquer tipo de explicação por parte da Prefeitura de Mossoró ou da Secretaria de Cultura. “É um tremendo desrespeito com os artistas. Saiu a postagem no JOM que eu estava habilitada. Porém não fui contemplada, misteriosamente não se sabe porque. Eu gostaria de saber porque a Prefeitura municipal, pega o meu dinheiro, o seu dinheiro para fomentar a cultura na cidade de Mossoró, nos faz passar por todo um processo seletivo e depois simplesmente nos deixa de lado sem explicações. O prefeito diz que faz uma gestão para todos. Todos quem?”, reclama a cantora em um dos trechos da gravação postada.

A revolta de Dayanne Nunes é compartilhada por outros artistas como o ator, animador e palhaço Américo Oliveira, que divulgou um documento mostrando sua indignação com essa falta de critérios da Prefeitura para a escolha.

“O que está acontecendo com a classe artística de Mossoró, através da Prefeitura de Mossoró e da Secretaria de Cultura, é um tremendo desrespeito com os artistas. As mídias têm se calado perante o caos que se apresenta. Alguns artistas estão tendo seus valores rebaixados no ato da contratação. Outros, são excluídos da programação do Mossoró Cidade Junina Virtual”, destaca Américo.

Ele cita como exemplo, o edital das quadrilhas juninas. “Não vi nenhuma convocação para o Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) participar da reunião que houve com o setor junino. Não fomos convocados para analisar o edital. Agora, estamos testemunhando os artistas sendo excluídos da programação do evento. Mesmo artistas de renome e com uma enorme bagagem artística. Não acabou! Dentro do processo de licitação das bandas, já há relatos de bandas que também estão tendo seus valores rebaixados. Enquanto outras, aumentados. É o que, até então, temos apurado. Percebe-se uma discrepância de fatos entre a realidade e as expectativas e promessas criadas pela Prefeitura. Tudo isso, óbvio, possui o aval do prefeito Allyson Bezerra”, relata o artista.

Uso das redes sociais da PMM para propagação de fake news

Segundo Américo, as redes sociais da Prefeitura de Mossoró têm sido utilizads para divulgar informações distorcidas da realidade. “As coisas têm funcionado assim. Nas redes sociais da PMM, por exemplo, circulou a informação de que houve o pagamento de auxílio a um montante de 200 artistas. O que circulou foi distorcido. Saindo do terreno do que é surreal que a Prefeitura gosta tanto de abraçar, o que de fato é real é que esses artistas serão pagos com um cachê, e não com auxílio. Atores, atrizes, produção do Chuva de Bala e das demais atrações do MCJ não receberão auxílio”.

Um grupo de artistas mossoroenses protocolou um ofício para que fosse possível sentar com o prefeito no intuito de debater a lei que cria diretrizes para a instituição do Programa Municipal de Fomento como política pública de enfrentamento à calamidade decorrente da pandemia da COVID-19. Para surpresa de ninguém, até agora, não houve nenhuma reunião, convite, chamamento ou convocação para reunião alguma por parte da Prefeitura.

“Para nós, artistas, a questão vai além do financeiro. Passa pelo amor em participar de algo importante para a cidade e para os demais setores da cadeia de economia criativa de Mossoró. Aproveito o ensejo para manifestar a minha indignação e deixar a minha solidariedade à cantora Dayanne Nunes, pois a mesma ficou de fora da programação do MCJ, mesmo tendo apresentado um portfólio excelente. E o pior, o senhor Secretário de Cultura, Etevaldo Almeida, afirmou em entrevista que todos os artistas classificados no edital do MCJ seriam contemplados dentro da programação. O que, pelo visto, assim não será. Reina a falta de sensibilidade mesmo diante de uma pandemia que trouxe a escassez de trabalho para o setor cultural” afirma Amércio Oliveira no documento divulgado.

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