Cleilson Carlos e Epitácio Andrade se unem em projeto para resgatar e preservar a memória de Almino Affonso

Cleilson Carlos e Epitácio Andrade se unem em projeto para resgatar e preservar a memória de Almino Affonso

Com 4 mandatos de vereador e presidente da Câmara Municipal de Almino Afonso no médio-oeste potiguar ( de 1999 a 2004), Cleilson Carlos é um entusiasta da preservação da memória e resgate histórico do legado do abolicionista Almino Álvares Affonso. Ele é o pesquisador Epitácio Andrade trabalham em parceria para o desenvolvimento de um projeto de resgate da história e importância de Almino Afonso no contexto regional e nacional.

Almino Álvares Affonso nasceu em 17 de abril de 1840, no Sítio Croatá, em Almino Afonso, que na época era município de Patu, e faleceu em Fortaleza, Ceará, a 13 de janeiro de 1899. E se encontra sepultado em Aquiraz na região metropolitana da capital cearense.

Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife em 1871. Órfão de pai aos 8 anos de idade, e sendo sua mãe muito pobre, Almino aprendeu a ler, segundo a tradição, à luz das fogueiras e em livros emprestados por pessoas amigas. Mais tarde, tendo adquirido conhecimento em português, latim e francês, passou a lecionar essas línguas em Martins, Patu de fora, Caraúbas e Catolé do Rocha. Depois, começou Almino Affonso a trabalhar no foro.

Segundo Câmara Cascudo, “ a vida de Almino Affonso é uma sucessão de combates”. Ocupou vários cargos nas províncias da Paraíba e Ceará. Um discurso arrebatado, feito num embarque de tropas, arredou-o do lugar. Tornou-se abolicionista. Ceará e a cidade norte-rio-grandense de Mossoró devem imensamente à força veemente da palavra vibrante de Almino. Mossoró, que em 30 de setembro de 1883, se libertou da escravidão, apaixonou-o.

No livro Jesuíno Brilhante- o primeiro dos grandes cangaceiros (2020), o escritor Honório Medeiros apresenta A Carta de Almino Álvares Affonso ao jornal O Cearense, publicada em 4 de outubro de 1874, nesta correspondência, o “Tribuno da Abolição” detalha o rol criminoso do cangaceiro Jesuíno Brilhante que comprometem sua imagem de justiceiro e libertador de escravos como está no roteiro cênico do filme Jesuíno Brilhante, o cangaceiro (1972), de William Cobbett. Segundo o conteúdo da missiva, Almino Affonso e sua família foram alvo de ameaças e perseguições maquinadas pelo Brilhante. Com base em muitas fontes, a polêmica entre o cangaceiro e o abolicionista se estabeleceu de fato. A história trará seu veredicto.

No dia 3 de janeiro de 2023, Cleilson Carlos teve um encontro com o pesquisador Epitácio Andrade, num restaurante de inspiração sertaneja, do bairro Lagoa Nova, em Natal, com objetivo de discutir o desenvolvimento de ações para viabilizar a preservação da memória e o resgate histórico do legado do abolicionista Almino Álvares Affonso. A divulgação da biografia em instituições de ensino, afixação de busto e o traslado dos restos mortais para Almino Afonso, terra natal do tribuno, estão entre as ideias defendidas pelos ativistas.

As tratativas para esse intento começaram há 3 anos, quando Cleilson se encontrou com o ex-deputado federal e ex-vice-governador de São Paulo Almino Afonso Monteiro Álvares, neto do abolicionista. O músico, cantor e compositor Sérgio de Brito Álvares Affonso, integrante e fundador da banda de rock Titãs é bisneto de Almino Affonso.

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