Allyson Bezerra e o desrespeito em todas as suas vertentes

Allyson Bezerra e o desrespeito em todas as suas vertentes

O prefeito Allyson é um exagerado. Em seus exageros, se acha dono de Mossoró, e quer se colocar acima de tudo e de todos, por mais fascista que essa expressão seja. Mas ele é mais que a expressão, ele é a prática de tudo que a expressão representa.

Eleito sob o manto do sagrado (a cada erro, posta uma mensagem bíblica), o prefeito parece não se importar sequer com a sua imagem de homem religioso. Talvez nem a de homem, porque parece se comportar como moleque desrespeitoso.

O Oeste em Pauta já sabia que o prefeito tinha determinado que toda vez que os cantores passassem em frente ao Camarote da Prefeitura cantassem a música “Cometa mambembe”, clássico de Carlos Pitta e Edmundo Carôso e que ficou famoso na voz de cantores como Luiz Caldas, Alcimar Monteiro e Elba Ramalho. Proselitismo político. Uso do dinheiro público para promoção pessoal do prefeito.

Condenável do ponto de vista eleitoral. Mas condenável também sob o ponto de vista do homem religioso que Allyson diz ser. Pendurado numa espécie de varanda do camarote, Allyson se revezava entre abraçar o cantor e a pular e fazer o seu gesto de campanha, uma simulação de um punho cerrado, gesto de quem busca esmurrar alguém.

A cena, no entanto, se revela como pancada no bom senso, na imagem de homem sério, compenetrado, responsável e dedicado que se espera da principal autoridade do município. Não passa de populismo barato, de tentar convencer as pessoas pela emoção de estarem num evento público.

Allyson desrespeitou a si mesmo. Mas também desrespeitou, mais uma vez, a institucionalidade. Ele esconde de tudo que é jeito que o Governo do Estado está apoiando o evento, com a decisiva disponibilidade de forças de segurança. Acerto grande da governadora. Exemplo disso é que o Pingo da Mei Dia foi um dos mais tranquilos dos últimos anos. Allyson finge que isso não se deve, principalmente, à presença da Polícia Militar, gentilmente cedida pelo governo estadual e que o prefeito, vergonhosamente, teima em negar. Allyson, aliás, age teimosamente como menino sambudo em busca de holofotes.

E foi como menino cheio de estripulia que se deixou filmar fazendo proselitismo político. Espetáculo mambembe, mas sem a grandeza que a canção de Carlos Pitta e Edmundo Carôso tem. Allyson é um desrespeitoso. A quase tudo. E a quase todos.

Nunca foi tão necessário dizer que “não adianta ir para a igreja rezar e fazer tudo errado”, como canta, sabiamente, Fernando Mendes em canção de sua autoria, em parceria com Mário Marcos e Maximiliano. Como prefeito, Allyson age como um absoluto moleque fanfarão. Como aqueles que, jogam muito bem para a plateia. “Sorte tem quem acredita nela”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.