Aldenisa Costa: Descobrindo a arte e espantando a ansiedade

Aldenisa Costa: Descobrindo a arte e espantando a ansiedade

A nossa prosa da semana será com a professora Aldenisa Maria da Silva Costa, que além do magistério herdou a veia artística do pai Odilon Teodósio da Silva, barbeiro e poeta, que faleceu em 2020, em consequência de problemas causados pela Covid-19.

Aldenisa, é conhecida por pintar quadros que exaltam paisagens naturais, ambientes do cotidiano e sensações humanas. Além da pintura ela também produz de peças de artesanato e escreve poemas.
Apesar das inúmeras habilidades para a arte ela só começou a desenvolver seus dotes artísticos, depois que as filhas casaram e ela passou a enfrentar uma crise de ansiedade.

Acometida da síndrome do ninho vazio, ela teve que desenvolver alguma atividade para ocupar seu tempo. Então entrou numa turma da hidroginástica e no mesmo período surgiu um curso de pintura na Associação dos Docente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(ADUERN),

Incentiva pelo esposo e os filhos ela passou a se dedicar mais a pintura, chegando a realizar uma exposição dos seus trabalhos. Assim como a pintura o artesanato também entrou na vida de Aldenisa como mais uma forma de se livrar da ociosidade. O período pandêmico fez com que ela e o esposo ficassem cada vez mais distante dos filhos e neto, a saída então foi buscar alternativas para preencher o espaço. Ela disse que através de pesquisas na internet encontrou algumas ideias e vídeos de várias pessoas ensinando a fazer bonecas de pano e outras coisas das quais despertaram seu interesse. Depois de muito estudo ela disse que decidiu começar a confeccionar suas bonecas, que hoje são feitas sob encomendas.

Para saber um pouco mais sobre a história dessa artista, nos convidamos você, para essa prosa com Aldenisa Costa.

Por Fabiano Souza

Prosa de Artista: Nos fale sobre suas origens, sua, família, infância e os primeiros passos rumo a educação, sua família.

A.C.: Meu nome é Aldenisa Maria da Silva Costa. Minhas origens: nasci em um lar pobre mas muito abençoado por Deus. Sou filha de Odilon Teodósio da Silva, barbeiro e poeta, homem honesto e muito dedicado à família e muito fiel a Deus (foi fiel até a morte e morreu preando a Palavra de Deus e o louvando até mesmo dentro da UTI onde faleceu da Covid-19 com seus 106 anos de idade). Minha mãe se chamava Albaniza Maria da Silva. Foi uma mãe muito carinhosa e dedicada aos seus 9 filhos. Criou também 4 sobrinhos com muito zelo e dedicação. Minha mãe também foi fiel ao meu pai e a Deus a quem adorava de todo o coração. Ela faleceu aos 74 anos de idade. Sou casada com o Reverendo Anselmo Rodrigues da Costa, o marido que Deus me presenteou. Temos 5 filhos a quem amamos muito. Também temos duas filhas do coração, Francisca Montenegro e Marlene Costa, que é sobrinha do meu esposo. As duas foram dadas por seus pais para que pudéssemos educá-las como filhas e elas só saíram da nossa companhia para se casarem.

P.A.: Nos fale sobre a sua educação formal, os primeiros passos e sua vida acadêmica?

A.C.: Minha educação formal foi parte em escolas do Estado, Moreira Dias, Elizeu Viana, Jerônimo Rosado e também no Colégio Sagrado Coração de Maria, que é particular. Estudei no CEJA em Caicó em que moramos 4 anos, e por último na UERN no qual fiz o curso de Pedagogia, concluindo em 1983.

P.A.: Quem foi ou foram suas inspirações para as artes? O fato de ser filha de um homem voltado para as artes como seu Odilon Teodósio, poeta e amante do cordel, teve influência direta para essa sua veia artística?

Quanto aos meus artesanatos comecei agora exatamente nesse período pandêmico, pois como não estava saindo para nenhum lugar comecei a pesquisar na internet algumas ideias e encontrei várias pessoas ensinando a fazer bonecas de pano e outras coisas das quais me interessei bastante. Comecei no ano passado (2020) a fazer os meus artesanatos.

P.A.: Além Da pintura e artesanato, a senhora exerce outra atividade? Qual? Quanto do seu tempo você se dedica a pintura e ao artesanato?

Também tenho a tarefa de cuidar do meu esposo e da nossa casa. Com o tempo que eu me dedico á pintura e aos meus artesanatos não sei lhe dizer ao certo pois, depende muito da pintura e da arte que vou fazer. Tem trabalho que eu consigo fazer no mesmo dia, mas tem outras que leva bem mais tempo, tem pintura que eu cheguei a passar duas semanas para poder terminar, e os artesanatos também tem uns que já passei três dias para poder terminar. Mas o importante é que quando termino e olho para ele fico feliz com o resultado e isso é o que me faz feliz.

P.A.: Essa suas atividades ligadas ás artes funcionam como hobby ou algo mais? Você busca no nesses trabalhos uma fonte de renda, um meio de aliviar o stress ou ambos?

A.C.:As minhas atividades ligadas às artes funcionam tanto como hobby como uma fonte de renda e com certeza elas aliviam os meus stress do dia a dia, pois só assim não fico só pensando na tristeza que essa pandemia nos trouxe, tanto para mim mas para todos, eu penso.

P.A.: Que tipo de trabalho lhe proporciona mais prazer?

Nos artesanatos gosto de fazer bonecas, pois recorda muito a minha infância que só tive bonecas de pano. Gosto de tudo que é feito com amor e dedicação, pois pra mim todo artesanato me dá inspiração. Sei fazer bonecas, bichinho com feltro, fuxicos, faço almofadas, centro de mesa, porta retrato com pérolas, peso de porta, ponto cruz em tecido xadrez, tricô, tapete de retalhos, aventais, conjuntos de cozinha pintados, pano de copa, pano de prato, pano de gel’água e várias coisas com pintura em tecido.

P.A.: Como a senhora divulga seu trabalho? O que você acha mais importante na divulgação? Onde e como você costuma vender seu trabalho? Boca-a-boca? Participa de feiras? Faz anúncios?

A.C.:Até aqui eu tenho divulgado os meus trabalhos boca a boca, com amigos, pelo celular, no Facebook, na igreja, na hidroginástica, etc.

P.A.: A senhora já realizou exposição de seus quadros, tem expectativa de realizar uma exposição par divulgar seus trabalhos de artesanato também? Quais os seus projetos em andamento e o que as pessoas podem esperar em termo de novos projetos e curto e médio prazo?

A.C.: Sim, já realizei exposição dos meus quadros. Ainda não tenho material suficiente pra fazer uma exposição dos meus artesanatos, pois vou fazendo e vendendo imediatamente. Até aqui só tenho feito por encomendas. Futuramente, se Deus permitir, quem sabe? Talvez um dia eu possa organizar um evento pra poder expor os meus trabalhos, mas no momento não tenho ainda condições para isso.

P.A.: Que pergunta você gostaria que eu tivesse feito e não fiz e qual seria a resposta sobre essa pergunta? Aproveitando para que você também faça suas considerações finais!

A.C.:Estou satisfeita com todas as perguntas feitas a mim nessa entrevista. Quero somente agradecer a você por essa oportunidade de poder fazer essa entrevista tão maravilhosa e dizer que nunca é tarde pra gente começar a fazer o que gosta. O momento certo é hoje e agora, pois não existe idade para começar. Comecei em 2009 e hoje já estou com 66 anos de idade e continuo me realizando com tudo o que eu faço. Com fé em Deus e com a ajuda Dele ainda irei longe! Basta confiar Nele e ter a certeza que tudo vai dar certo.

Muito obrigada de coração a você mais uma vez por essa oportunidade. Deus te abençoe grandemente!

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